Nem sei se devia fazer posts separados para os três tópicos principais de ontem. Mas parece-me muito estúpido fazer 3 entradas para o mesmo dia. É normal um diário ser meio aleatório e falar de muitas situações diferentes, so deal with me, people.

1. Fui a um baptizado. O que me pôs a pensar bastante: a última vez que tinha ido a um baptizado foi há uns anitos longos e antes disso nem me lembro. Deve ter sido o do meu primo M, em 94. Assusta-me que a minha família tenha tão poucos filhos. Eu não tenho desejo nenhum em ajudar a reverter isso. Não estou a pensar ter filhos nem em me casar. Dá cabo da cabeça da minha avó, mas considerado o casamento uma instituição em decadência. Não acompanha o ritmo moderno, não atinge as expectativas. Olho à volta e só vejo pessoas com a minha idade a casarem-se para logo se divorciar, casamentos com 25+ anos a romperem-se, é a feira dos divórcios por todo o lado.

E as crianças acabam sempre por sofrer mais que qualquer pessoa. O padre ontem disse qualquer coisa nas linhas de: os pais têm uma enorme responsabilidade para com os filhos; eles vêm para enriquecer o relacionamento que já existia e, como tal, são eles os elos mais sensíveis da ligação familiar. Só devem ter os filhos quando tiverem a certeza que o amor entre pais, para além do para os filhos, claro, não se vai extinguir, porque não há pior dor para uma criança que a separação dos seres mais importantes na sua vida.

Or, ya know, something like that. E eu concordo. Ter um filho é assumir uma grande responsabilidade, mais do que aquela que algumas pessoas estão cientes. E, se alguma vez eu mudar de ideias, vai ser após uma consideração prolongada e séria; que não andamos aqui a brincas às casinhas.

2. Fiz dois anos de namoro. O que parece uma idiotice considerando que ando para aqui a falar em me casar e whatever. Pobre do meu namorado, não é? E logo ele que nunca na vida conseguia viver com alguém sem estarem casados. É daqueles tradicionalistas, mesmo à maneira portuguesa, que quando vê uma mulher com mais de 30 anos solteira lhe chama solteirona e acha que ela deve ser fácil porque está desesperada. Com certeza deve andar louca por um marido, que triste pessoa ela. *rolls eyes*

Mas mesmo com estas diferenças de mentalidade – e acreditem, são às resmas – até nos damos bastante bem. hah. Gostamos um do outro. Divertimos-nos um ao outro. É bom ter alguém em quem contar.

Eu e o P conhecemos-nos hà quase 5 anos. Somos best friends. Torna tudo muito mais fácil. Já passamos por muito, já sabemos com o que estamos a lidar, ele até já sabe que se eu às vezes começar a ficar para trás a ver montras e a cantar/falar sozinha é normal e só tem é de esperar um bocadinho que eu saio da transe. Não tenho de andar a explicar que tenho a attention span de um peixe. Distraio-me facilmente e ele sabe disso.

Uma relação torna-se mais fácil quando há uma amizade por trás. É como se soubéssemos tanto sobre uma pessoa, as suas manias e detalhes estranhos, mas ao mesmo tempo somos constantemente surpreendidos pelo ínfimo conhecimento que afinal temos.

E é tudo o que digo on the matter. Que isto não são as tardes da Júlia.

3. Fui ver o filme A Última Casa à Esquerda. Que foi surpreendentemente bom. Não estava à espera de ter um filme de terror tão bom, quando o enredo começa, pela 231654541 vez, numa casa no meio do mato. A sério? Quem é que vai para essas casas? Sou só eu que acho que nunca na vida me metia num sítio onde a casa mais próxima é a 10km e tudo à volta é árvores e lago?

Não sei, não sei. Mas isso é irrelevante neste filme. A trama volta-se ao contrário e os bons tornam-se maus (se bem que eu achei que os bons nunca mudaram de papel). Não quero contar a história porque detesto quando alguém me faz spoilers do que quer que seja, mas acho que não há problema nenhum em mostrar um resumo:

A família Collingwood vive numa casa isolada, inserida num cenário campestre e tranquilo, que de repente se transforma num palco de horror. Mari, a filha do casal, e a sua amiga Paige, depois de uma saída juntas, são raptadas e brutalizadas por um grupo liderado por Krug, um presidiário evadido.
Após ter sido abandonada às portas da morte, Mari percebe que a sua única esperança será conseguir chegar junto dos pais, que a esperam em casa. Quando finalmente o consegue, percebe, aterrorizada, que o grupo se encontra refugiado em sua casa, após uma violenta tempestade que os apanhou desprevenidos. É então que os pais de Mari, John e Emma, decidem vingar-se e revertem o terror a um ponto inimaginável. Até onde chegará o seu desejo de vingança? E quem se arrependerá do dia em que conheceu a última casa à esquerda?
“Remake” do filme de 1972 que lançou a carreira de Wes Craven e que reinventou a fórmula do terror das últimas décadas.

Aviso já que, como alguém que não tem grandes problemas com filmes do género, a cena da violação, apesar de muito implícita, pode provocar náuseas às raparigas (Parece-me que os rapazes não são tão afectados por isso. I wonder why …) e também desejos de torturar a personagem em causa. Nada de mais.

Por fim, deixo-vos com o link para o trailer, caso queiram seguir a minha recomendação.