Estou com o sono absolutamente desregulado. Esta última semana tem sido impossível! Deito-me muito tarde e acordo tarde, mas nunca ultrapasso as 6 horas de sono – o que, para mim, é como morrer um bocadinho. As minhas 9 horas são sagradas. E surpresas inesperadas – especialmente quando envolvem festas e hospitais dão-me a volta à cabeça.

11 de Julho (Sábado): A Angariação de Fundos, como já vos falei, em que estive a trabalhar ’round the clock das 3h da tarde às 3h da manhã.

12 de Julho (Domingo): Com um exame na Segunda, fui armada em chica-esperta para a Fnac passear (e acabei por comprar 2 DVDs – Into the Wild e o 5º Harry Potter por 5€, com uns cheques-ofertas que tinha em casa), depois a casa da minha avó e voltei para casa para passar a tarde a dormir. Estudei só às 8h da noite, mas o meu namorado convidou-me e lá fui eu dar uma volta. Coisas de adolescentes!intothewild

13 de Julho (Segunda): Com os anos da minha amiga nesse dia, e com um exame à 1h da tarde, andei numa salsichada. Fui ao exame, fui à baixa com o meu namorado comprar uma prenda para ela, fui ao shopping ao lado de minha casa (sozinha, que o P amuou porque era muitas compras para a pobre da cabeça dele)  e comprei à pressa uma “toilette” – a.k.a. roupa que condiz minimamente – para servir de prenda de aniversário dos meus pais para mim e voltei para casa para me arranjar.

Como a festa era na zona do P e eu fico na direcção contrária, ele achou boa ideia não me vir buscar de carro. Então lá fui eu, pobre&abandonada&assediada por lixeiros, às 10h da noite, para a paragem. Escusado será dizer que quando cheguei dei-lhe um daqueles olhares à dramatic chipmunk.

A festa foi gira. Comemos bolo – o que é sempre bom- e fomos ao quintal ver os patos de estimação dela. E sim, não é um typo. Ela tem patos.de.estimação. Cada maluco com sua mania, I guess. Chegadas as 2h da manhã começa a game session com Pictionary com mímica, em que um aceno leva a associações com semáforos (O que é deveras estranho); um bocadinho de Trivial Pursuit, o qual eu já sou jogadora de eleição porque a minha geração é inculta e não conhece coisas como os Creedence Clearwater Revival *tosse*noobs*tosse*; e uma última rodadinha de póker com dinheiro do monopólio.

14 de Julho (Terça) a.k.a. My Bday: Acordei eram 11h da manhã com 20 mil chamadas telefónicas – e sim! São mesmo precisas muitas chamadas até eu dignar alguém de me levantar. Comi, fui comprar uma camisa extremamente cara com a minha tia – isto das más influências!, passei 2 horas de seca no cabeleireiro até ser atendida, fui buscar a tarte de bolacha à Casa dos Profiteroles (que é uma maravilha, btw) e fui a casa vestir a dita camisa e umas calças de ganga extremamente baratas que comprei sozinha. E ainda tive tempo de chegar atrasada ao restaurante! O que é um bocadinho pior quando eu o reservei para as 8h e, como sabia que somos todos uns atrasados, mandei toda a gente estar presente às 7h30!

Foi um jantar engraçadíssimo! A comida era all-you-can-eat, o que leva os machos dos meus amigos a comerem 5 pratos diferentes D: Depois andam a vomitar, que é bem-feito! Rimos-nos muito com os empregados brasileiros, que eram muito simpáticos, e acabamos por ir comer o bolo à praia.

Já eram 10h quando saímos do dito restaurante e demos um salto à praia. Era prendas por todo o lado e sumos e bolo nos bancos à beira-mar! Foi pena é ter comprado bolo a mais – bem ao estilo português -, e também não tinha coragem de andar a oferecer às pessoas que phanabi @ Flickrassavam, como os meus amigos me desafiaram xD

A noite acabou às 4h da manhã, depois de uma sessão de Brüno, numa sala de cinema assustadoramente cheia de homens.

15 de Julho (Quarta): Para começar bem a minha nova década, o cinema perto de minha casa não tinha sessão da meia-noite do Harry Potter e o Príncipe Misterioso. No entanto, antes de saber tal informação telefonei a um amigo meu, let’s call him D, para confirmar se ele podia vir connosco. Estava no hospital. Mas avisar a gente nicles. Se não tivesse telefonado ele ficava lá sozinho o dia todo.

Ora saio eu e o P do shopping e lá vamos ao hospital. Estava o pobre rapaz desde as 11h30 e já eram 3h. Andamos para trás e para a frente a procurar informações mas ninguém dizia nada e a recepção para o telemóvel dele era temerosa. Mas tínhamos de ir buscar o meu primo M de uma actividade lá perto às 6h e achamos que o D ia sair no entretanto. Pfft, somos mesmo ingénuos.

Eram 7h e depois de muito insistir lá nos disseram em que sector ele estava. Com a ajuda da minha tia, claro, que é médica – não lá, mas conhece gente ainda. Zona laranja. Hm. That sounded bad. Mas o M tinha de ir para casa e a minha avó dava-me com um camião TIRE em cima caso eu o mandasse sozinho para casa. E lá fui eu levá-lo a casa safe and sound e voltei asap para a beira do P, já apetrechada com sandes de fígado e de queijo&fiambre – que ele é esquisito.

Long story short, entre TACs e brincadeiras com cadeiras de rodas, pacientes com Gripe A e seguranças a fugirem de quem quer que tivesse uma máscara e muitas horas de espera, saímos às 4h da manhã do Hospital pelo menos a saber que o D tinha líquido no baço e tinha de ficar internado.

Mas às 4h da manhã, pelos vistos, os autocarros não são precisos à porta de hospitais importantes e tivemos de apanhar um taxi e gastar 5€ desnecessários. Quando chegamos ainda fomos a casa do D. E porquê, perguntam-me vocês?Ricardo Pichler @ Flickr

O rapaz tem uma cadelinha em casa – daquelas tipo Scotex, um Labrador Retriever – e a bicha não comia desde a noite anterior. Ora, surpresas das surpresas, quando chegamos a casa do D – ela tinha dado a volta à casa-de-banho toda e, como cadelinha da Scotex, tinha espalhado papel higiénico por todo o lado, juntamente com as maravilhosas prendas de vómito e fezes para eu e o P limparmos. A minha noite não podia melhorar!

5h da manhã, a cheirar a cão, fui finalmente para casa.

16 de Julho (Quinta): Acordo ao meio-dia para ir ver ao mail da faculdade que uma das minhas profs se lembrou que eu ia ter oral ás 14h30. O pânico. Almoço a correr, salto para o autocarro e chego lá para saber que ela é maluquinha – que eu já suspeitava – e que não lhe tinha passado pela cabeça que eu poderia precisar da informação de que era FACULTATIVO porque eu tinha tido positiva a tudo e nem me podia mudar muito a nota – a não ser se tivesse 19 ou 20 – se fzesse oral.

Mas era muito trabalho escrever à frente do meu nome “-facultativo”.

Foi giro por acaso. Muito giro.

E, pronto, eram 4h e tavamos nós outra vez no hospital. E ainda bem que sou dadora de sangue. Um dos cartões de visita – que o D está agora na àrea da cirurgia – ficou com uma amiga dele e eu e o P somos, obviamente, dois.

Enfim, o meu sono está todo desregulado.