Fiz uma ‘daytrip’ a Londres no Sábado. É maravilhoso poder dar um ’saltinho’ a Londres por um dia. Ainda não me cabe na cabeça como é que todos os ingleses NÃO vão lá todos os fins-de-semana para uma ‘daytrip’. A cidade é linda, exciting. Há pessoas por todo o lado, o metro passa de minuto a minuto e há tantos monumentos históricos que parece-me impossível NÃO querer viver lá.

Philipp Klinger @ FlickrAs minhas roommates discordam. Não gostam da vida na cidade. Claramente não são portuguesas. As nossas cidades não são bem cidades. Não como Londres. E faz-me falta tanta gente junta, tantas coisas para fazer.

Por mim ia lá todos os fins-de-semana. Nunca me ia cansar.

Já tinha ido em 2005, com uma visita de estudo da escola secundária, e sabia que um dia ia regressar. Londres põe-nos aquele bichinho. O Big Ben é sempre a primeira coisa que quero ver e a que noto ao longe. É a única marca que me diz “sim, estás em Londres”. Lembro-me da primeira vez que o vi, nem me apercebi que estava em Londres, nem me apercebi que estava de frente para o Big Ben. Mas quando o fiz, chorei. Uma lágrimazinha pequenina pelo canto do olho: Wow.

Desta vez não tive muito tempo e tivemos de escolher o que queríamos ver. Fui com a Jana e a Eugenia, as duas alemãs, e a Jana queria ir às compras. Já tínhamos estado as 3 em Londres, por isso podíamos passar bem sem ir ver o London Eye ou o British Museum (se bem que me custou bastante. o British Museum é um templo ao conhecimento. Dá arrepios de lá entrar). Então, pequei na Eugenia e fui-lhe mostrar a única coisa que, para além do Big Ben, vale verdadeiramente a pena ver quando se está em Londres: a London Dungeon.

Quem lá foi, sabe. Uma viagem maravilhosamente assustadora pela história britânica, com actores a levar-nos por túneis de espelhos, rodas de chamas e a julgar-nos por dançarmos nus em Piccadily Circus ou simplesmente por sermos canadianos (é uma ofensa, pelos vistos. haha). Contam-nos as histórias do Sweeney Todd, do Jack the Ripper, do Grande Incêndio de Londres e mais umas quantas coisas, enquanto nós somos levados, pobres camponeses, por salas decoradas com instrumentos de tortura e esqueletos. Não é propriamente para os que se assustam facilmente, se bem que estava connosco uma miudinha de 7/8 anos. Teve medo e passou a viagem agarrada ao pai, mas aguentou até ao fim.

Para a próxima experimento a London Tombs, que se andava a gabar de ser a atracção mais assutadora do Reino Unido, tendo ganho à London Dungeon. We’ll see. Vou sozinha para o efeito ser maior. Depois volto para vos contar a história!

E vocês? Qual é a vossa cidade preferida e porquê?