Houve ali uma época com carolinas Salgado e Soraias Chaves em Call Girl que vinha muito à baila esta questão de escorts. E não particularizando estes dois casos (apesar de ter de dizer, a todos os que ainda não viram o filme, que Call Girl é uma excelente maneira de se passar um serão à frente da televisão), tenho uma opinião diferente da que tinha antes destas meninas aparecerem.
A verdade é que, quando era mais miúda – nos meus 12-15 anos, vivia num mundo à parte do das outras pessoas. Passei, num espaço de tempo bastante curto, de ouvir Netinho (Mila «3) e Spice Girls para H.I.M. e Eminem. Não gostava das outras raparigas. Não gostava de maquilhagem e não gostava de andar às compras para trás e para a frente. Não queria saber de rapazes – mas também não queria saber de futebol nem de andar a trepar árvores (para o caso de se porem com ideias que eu era daquelas raparigas que tem a mania que é um rapaz e acaba sempre por andar com eles todos. Mas enfim, isso são outras divagações.).
O que eu gostava mesmo era de passar tempo sozinha, a ouvir música, a ver filmes, a ler e a navegar na net. Isso moldou MUITO a minha mente. De repente não existia só uma religião no mundo (wut? mas eu andei sempre em colégios católicos. como é possível as outras religiões também fazerem sentido – as much sense as a religion can make – como a católica? hmmm.), as pessoas não eram todas heterossexuais, as raparigas não eram todas chanfradas e os rapazes até sabiam falar convenientemente quando estavam online.
But I diverge…
O que eu quero dizer é que durante a minha adolescência estive rodeado de pessoas offline a dizerem-me que tudo que fosse sexo pago era mau. Que essas mulheres eram diabólicas e que não prestavam e que nada de bom sairia delas. Mas como em qualquer situação há casos e casos. E ninguém parou para me explicar que havia uma sub-secção do sexo pago que eram as acompanhantes de luxo, que saem com homens que realmente podem pagar um balúrdio para sustentar a high life delas e que são mulheres que quase escolhem essa profissão.
Pessoalmente, em termos gerais, não sou nada contra as acompanhantes de luxo. Tenho até um certo fascínio pela vida que devem levar. E falo nisto com um conhecimento desse mundo quase nulo. Isto é tudo quase utópico. Se tudo estivesse perfeito, acompanhantes de luxo continuariam a fazer sentido para mim e seriam mulheres extremamente belas que, gostando de sexo, faziam-no com homens/mulheres que pudessem pagar o esforço, num negócio em que todos os intervenientes eram beneficiados.
Uns saiam mais ricos, outros mais satisfeitos.
I don’t know about you, mas a mim parece-me bem.
E vocês, leitores? Qual é a vossa opinião sobre acompanhantes de luxo?



Quando chegam as férias tenho a tendência, como todos os universitários, de me deixar dormir mais do que habitual. Este ano ficou um bocadinho abaixo da média (já que nos meus 14/15 anos tinha a maravilhosa disponibilidade de me poder deixar dormir até à uma da tarde) e passou para as 9h. Ora, tomar o pequeno almoço, fazer camas, limpar e secar a louça e arranjar-me, deixam-me livres mais ou menos às 10h30/11h.