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023: Call Girls

Houve ali uma época com carolinas Salgado e Soraias Chaves em Call Girl que vinha muito à baila esta questão de escorts. E não particularizando estes dois casos (apesar de ter de dizer, a todos os que ainda não viram o filme, que Call Girl é uma excelente maneira de se passar um serão à frente da televisão), tenho uma opinião diferente da que tinha antes destas meninas aparecerem.

cartaz-smallA verdade é que, quando era mais miúda – nos meus 12-15 anos, vivia num mundo à parte do das outras pessoas. Passei, num espaço de tempo bastante curto, de ouvir Netinho (Mila «3) e Spice Girls para H.I.M. e Eminem. Não gostava das outras raparigas. Não gostava de maquilhagem e não gostava de andar às compras para trás e para a frente. Não queria saber de rapazes – mas também não queria saber de futebol  nem de andar a trepar árvores (para o caso de se porem com ideias que eu era daquelas raparigas que tem a mania que é um rapaz e acaba sempre por andar com eles todos. Mas enfim, isso são outras divagações.).

O que eu gostava mesmo era de passar tempo sozinha, a ouvir música, a ver filmes, a ler e a navegar na net. Isso moldou MUITO a minha mente. De repente não existia só uma religião no mundo (wut? mas eu andei sempre em colégios católicos. como é possível as outras religiões também fazerem sentido – as much sense as a religion can make – como a católica? hmmm.), as pessoas não eram todas heterossexuais, as raparigas não eram todas chanfradas e os rapazes até sabiam falar convenientemente quando estavam online.

But I diverge…

O que eu quero dizer é que durante a minha adolescência estive rodeado de pessoas offline a dizerem-me que tudo que fosse sexo pago era mau. Que essas mulheres eram diabólicas e que não prestavam e que nada de bom sairia delas. Mas como em qualquer situação há casos e casos. E ninguém parou para me explicar que havia uma sub-secção do sexo pago que eram as acompanhantes de luxo, que saem com homens que realmente podem pagar um balúrdio para sustentar a high life delas e que são mulheres que quase escolhem essa profissão.

Pessoalmente, em termos gerais, não sou nada contra as acompanhantes de luxo. Tenho até um certo fascínio pela vida que devem levar. E falo nisto com um conhecimento desse mundo quase nulo. Isto é tudo quase utópico. Se tudo estivesse perfeito, acompanhantes de luxo continuariam a fazer sentido para mim e seriam mulheres extremamente belas que, gostando de sexo, faziam-no com homens/mulheres que pudessem pagar o esforço, num negócio em que todos os intervenientes eram beneficiados.

Uns saiam mais ricos, outros mais satisfeitos.

I don’t know about you, mas a mim parece-me bem.

E vocês, leitores? Qual é a vossa opinião sobre acompanhantes de luxo?

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022: Twilight

Não vos minto. Sou uma das miúdas loucas por Twilight. A única diferença entre mim e as catraias de 14 anos que andam agora com os livros para trás e para a frente a guinchar o nome do Edward é que eu já o fazia em 2007. Nas aulas de Biologia e de Área de Projecto – que, por acaso, eram dadas pela mesma professora – eu sentava-me no meu lugarzinho normal, ouvia 10 minutos de aula, sacava de um dos livros e entretinha o 6a00c114131a5722bd00e398acfb1e0001-500piresto da turma com guinchos periódicos cada vez que o Edward fazia alguma coisa querida – que acontece muitas vezes.

Acredito que possa haver muita gente que já esteja pronta para disparar contra mim, porque acham o Edward um bocado stalkerish. Eu concordo. Passados dois anos desde que li o Twilight e o New Moon pela primeira vez, eu concordo. Ter uma rapaz a ver-nos dormir é bastante creepy. BASTANTE. However, o que a maioria dos homens não percebe é que é um creepy fofinho. Ele gosta mesmo dela, quer estar com ela no matter what *e* é muito, mas muito, sexy. É basicamente isso que faz com que a personagem seja tão adorada por nós, fangirls.

Ele é o rapaz perfeito, em muitos aspectos. Não é, se calhar, das melhores personagens de sempre, nem das mais bem contruídas, de certeza, mas captiva o público feminino porque é exatamente o estereótipo do homem perfeito que quase todas nós temos. Ele importa-se, é ciumento q.b. - idk about you, mas eu acho MUITO sexy quando um rapaz fica meio ciumento por minha causa -, é bonito, é jeitoso, ama-a acima de todos os outros e é um vampiro. Yum. Como dizem algumas meninas pela net: afterall, “only a vampire can love you forever”. haha

Não tenho vergonha em admitir que sou uma grande lamechas quando me metem vampiros apaixonados pelo meio. Já vos falei dos livros de Morganville (se bem que os únicos vampiros apaixonados aí é a Amelie/Sam e o Michale), mas Buffys e Angels também me dão a volta à cabeça. Não sei bem qual é o meu fascínio pelos gajos dos caninos, até porque geralmente a eles associados estão os lobisomens e eu tenho um medo irracional deles desde que, quando era pequenina, vi o An American Werewolf in Paris (1997) (não confundam com o An American Werewolf in London (1981), que também vi, mas foi mais pelas gargalhadas que se dá e pela mudança de ares cinematográficos que o filme proporciona).

E tu, caro leitor, o que achas de Twilight? O que achas da temática dos vampiros, em geral?

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016: Sono desregulado

Estou com o sono absolutamente desregulado. Esta última semana tem sido impossível! Deito-me muito tarde e acordo tarde, mas nunca ultrapasso as 6 horas de sono – o que, para mim, é como morrer um bocadinho. As minhas 9 horas são sagradas. E surpresas inesperadas – especialmente quando envolvem festas e hospitais dão-me a volta à cabeça.

11 de Julho (Sábado): A Angariação de Fundos, como já vos falei, em que estive a trabalhar ’round the clock das 3h da tarde às 3h da manhã.

12 de Julho (Domingo): Com um exame na Segunda, fui armada em chica-esperta para a Fnac passear (e acabei por comprar 2 DVDs – Into the Wild e o 5º Harry Potter por 5€, com uns cheques-ofertas que tinha em casa), depois a casa da minha avó e voltei para casa para passar a tarde a dormir. Estudei só às 8h da noite, mas o meu namorado convidou-me e lá fui eu dar uma volta. Coisas de adolescentes!intothewild

13 de Julho (Segunda): Com os anos da minha amiga nesse dia, e com um exame à 1h da tarde, andei numa salsichada. Fui ao exame, fui à baixa com o meu namorado comprar uma prenda para ela, fui ao shopping ao lado de minha casa (sozinha, que o P amuou porque era muitas compras para a pobre da cabeça dele)  e comprei à pressa uma “toilette” – a.k.a. roupa que condiz minimamente – para servir de prenda de aniversário dos meus pais para mim e voltei para casa para me arranjar.

Como a festa era na zona do P e eu fico na direcção contrária, ele achou boa ideia não me vir buscar de carro. Então lá fui eu, pobre&abandonada&assediada por lixeiros, às 10h da noite, para a paragem. Escusado será dizer que quando cheguei dei-lhe um daqueles olhares à dramatic chipmunk.

A festa foi gira. Comemos bolo – o que é sempre bom- e fomos ao quintal ver os patos de estimação dela. E sim, não é um typo. Ela tem patos.de.estimação. Cada maluco com sua mania, I guess. Chegadas as 2h da manhã começa a game session com Pictionary com mímica, em que um aceno leva a associações com semáforos (O que é deveras estranho); um bocadinho de Trivial Pursuit, o qual eu já sou jogadora de eleição porque a minha geração é inculta e não conhece coisas como os Creedence Clearwater Revival *tosse*noobs*tosse*; e uma última rodadinha de póker com dinheiro do monopólio.

14 de Julho (Terça) a.k.a. My Bday: Acordei eram 11h da manhã com 20 mil chamadas telefónicas – e sim! São mesmo precisas muitas chamadas até eu dignar alguém de me levantar. Comi, fui comprar uma camisa extremamente cara com a minha tia – isto das más influências!, passei 2 horas de seca no cabeleireiro até ser atendida, fui buscar a tarte de bolacha à Casa dos Profiteroles (que é uma maravilha, btw) e fui a casa vestir a dita camisa e umas calças de ganga extremamente baratas que comprei sozinha. E ainda tive tempo de chegar atrasada ao restaurante! O que é um bocadinho pior quando eu o reservei para as 8h e, como sabia que somos todos uns atrasados, mandei toda a gente estar presente às 7h30!

Foi um jantar engraçadíssimo! A comida era all-you-can-eat, o que leva os machos dos meus amigos a comerem 5 pratos diferentes D: Depois andam a vomitar, que é bem-feito! Rimos-nos muito com os empregados brasileiros, que eram muito simpáticos, e acabamos por ir comer o bolo à praia.

Já eram 10h quando saímos do dito restaurante e demos um salto à praia. Era prendas por todo o lado e sumos e bolo nos bancos à beira-mar! Foi pena é ter comprado bolo a mais – bem ao estilo português -, e também não tinha coragem de andar a oferecer às pessoas que phanabi @ Flickrassavam, como os meus amigos me desafiaram xD

A noite acabou às 4h da manhã, depois de uma sessão de Brüno, numa sala de cinema assustadoramente cheia de homens.

15 de Julho (Quarta): Para começar bem a minha nova década, o cinema perto de minha casa não tinha sessão da meia-noite do Harry Potter e o Príncipe Misterioso. No entanto, antes de saber tal informação telefonei a um amigo meu, let’s call him D, para confirmar se ele podia vir connosco. Estava no hospital. Mas avisar a gente nicles. Se não tivesse telefonado ele ficava lá sozinho o dia todo.

Ora saio eu e o P do shopping e lá vamos ao hospital. Estava o pobre rapaz desde as 11h30 e já eram 3h. Andamos para trás e para a frente a procurar informações mas ninguém dizia nada e a recepção para o telemóvel dele era temerosa. Mas tínhamos de ir buscar o meu primo M de uma actividade lá perto às 6h e achamos que o D ia sair no entretanto. Pfft, somos mesmo ingénuos.

Eram 7h e depois de muito insistir lá nos disseram em que sector ele estava. Com a ajuda da minha tia, claro, que é médica – não lá, mas conhece gente ainda. Zona laranja. Hm. That sounded bad. Mas o M tinha de ir para casa e a minha avó dava-me com um camião TIRE em cima caso eu o mandasse sozinho para casa. E lá fui eu levá-lo a casa safe and sound e voltei asap para a beira do P, já apetrechada com sandes de fígado e de queijo&fiambre – que ele é esquisito.

Long story short, entre TACs e brincadeiras com cadeiras de rodas, pacientes com Gripe A e seguranças a fugirem de quem quer que tivesse uma máscara e muitas horas de espera, saímos às 4h da manhã do Hospital pelo menos a saber que o D tinha líquido no baço e tinha de ficar internado.

Mas às 4h da manhã, pelos vistos, os autocarros não são precisos à porta de hospitais importantes e tivemos de apanhar um taxi e gastar 5€ desnecessários. Quando chegamos ainda fomos a casa do D. E porquê, perguntam-me vocês?Ricardo Pichler @ Flickr

O rapaz tem uma cadelinha em casa – daquelas tipo Scotex, um Labrador Retriever – e a bicha não comia desde a noite anterior. Ora, surpresas das surpresas, quando chegamos a casa do D – ela tinha dado a volta à casa-de-banho toda e, como cadelinha da Scotex, tinha espalhado papel higiénico por todo o lado, juntamente com as maravilhosas prendas de vómito e fezes para eu e o P limparmos. A minha noite não podia melhorar!

5h da manhã, a cheirar a cão, fui finalmente para casa.

16 de Julho (Quinta): Acordo ao meio-dia para ir ver ao mail da faculdade que uma das minhas profs se lembrou que eu ia ter oral ás 14h30. O pânico. Almoço a correr, salto para o autocarro e chego lá para saber que ela é maluquinha – que eu já suspeitava – e que não lhe tinha passado pela cabeça que eu poderia precisar da informação de que era FACULTATIVO porque eu tinha tido positiva a tudo e nem me podia mudar muito a nota – a não ser se tivesse 19 ou 20 – se fzesse oral.

Mas era muito trabalho escrever à frente do meu nome “-facultativo”.

Foi giro por acaso. Muito giro.

E, pronto, eram 4h e tavamos nós outra vez no hospital. E ainda bem que sou dadora de sangue. Um dos cartões de visita – que o D está agora na àrea da cirurgia – ficou com uma amiga dele e eu e o P somos, obviamente, dois.

Enfim, o meu sono está todo desregulado.

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013: According to Jim (O mundo de Jim)

according_to_jimQuando chegam as férias tenho a tendência, como todos os universitários, de me deixar dormir mais do que habitual. Este ano ficou um bocadinho abaixo da média (já que nos meus 14/15 anos tinha a maravilhosa disponibilidade de me poder deixar dormir até à uma da tarde) e passou para as 9h. Ora, tomar o pequeno almoço, fazer camas, limpar e secar a louça e arranjar-me, deixam-me livres mais ou menos às 10h30/11h.

Horas em que começa a dar, na Fox Life, a sitcom According to Jim. Eu sempre gostei muito de sitcoms que voltam em torno de famílias e afins. É um defeito que me faz perder muitas horas de trabalho produtivo, mas não resisto. Dêm-me Benson, All in the Family, Standing Still, The New Adventures of Old Christine, anything… e eu passo horas à frente da TV ou do PC. Gosto daquele tipo de humor. É fácil e faz passar o tempo.

Ultimamente, até porque a Fox Life parou de emitir tantas vezes o Still Standing (Venha o Que Vier) – que eu gostava bastante, vejo muito O mundo de Jim. É uma comédia acerca de um pai de 3 filhos (a Ruby, a Gracie e o Kyle), da sua linda mulher, Cheryl, e dos seus cunhados: o Andy e a Dana. Basicamente, são 20/25 minutos da Cheryl a ser perfeita, a Dana teimosa mas sexy – como qualquer mulher que se prese, o Andy a ser o pobre coitado, os miúdos a fazer asneirinhas e o Jim a mandar vir por tudo e por nada, enquanto tenta arranjar uma mentira para encobrir a ultima borrada que fez.

É giro. Deviam ver um dia. E isso é tudo o que vou dizer mais para vos convencer. Se forem como eu, assim que virem uma cena só já ficam completely hooked.

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