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032: Aldeia

Passei o Domingo e a Segunda-Feira na aldeia onde a minha avó nasceu. Não digo o nome, mas digo-vos isto: Trás-os-Montes é a região mais bonita do país. Todo aquele verde, as gentes, o ar e, acima de tudo, o silêncio fazem com que seja o meu refúgio perfeito. Quais praias desertas, quais ilhas paradisíacas. Trás-os-Montes é que rula!

Passei muitos Verões lá. Dos melhores que já tive. 2 semanas em Julho ou Agosto – especialmente ADourogosto porque voltam os emigrantes – foram sempre as melhores semanas de todo o ano. Ia com a minha prima J e com o M e era das poucas vezes que tinha liberdade de  acordar à 1h da tarde, sair de casa às 2h e voltar às 8h para jantar, só para sair outra vez 30 minutos depois. Não era que fizéssemos muita coisa por lá, mas o pessoal era porreiro – pelo menos os rapazes, porque as raparigas de 15 anos tendem a ser irritadiças quando  em contacto «moçoilas» que vêm de fora com palavras esquisitas em inglês e piadas porcas.

Tenho muitas saudades desse tempo. Especialmente quando tinha 14 ou 15 anos. Houve um Verão que foi demais! Estava toda a gente nessas 2 semanas. Conheci primos que nem sabia que tinha, os rapazes andavam todos apaixonados pela J e vinham ter comigo porque ela não queria ninguém – pfft, raio de feminista que ela era na altura -,  inventávamos entrevistas hilariantes com o Draco Malfoy ao som do album The Eminem Show e temos prova em vídeo que as alterações de feitio de mim e da J quando estamos na aldeia fazem-nos parecer pedradas 24/7.

E depois dávamos nomes parvos a toda a gente!

  • O Fáfá, o Jójó, o Zézé Lulu e o Sésé, ou seja, o Fábio, o Jorge, o Zé Luís e o Sérgio.
  • As alfacinhas porque eram um grupo de raparigas insossas que andavam com uma lisboeta (ai, ser adolescente e má. Bons tempos xD).
  • Tínhamos o Jájá – que se chamava Tiago, btw -, porque tinha um Jaguar.
  • O Bombeiro Bom, que acho que se chamava Luís e acho que nem era bombeiro, só gostava de hang out lá no quartel.
  • O marido da Buffy (e vejam bem este nome que é genial) porque o Freddie Prince Junior é casado com a Sarah Michelle Gellar, ou seja, a actriz que fez a serie Buffy a caçadora de vampiros e o rapaz lá da aldeia chamava-se Manfredo, ou seja, Fredo, ou seja, Freddie. Huh? Genial, não é? xD
  • E o David. Que pronto, não é um nome parvo, mas ele era muito awesome e tinha um sotaque incrível vindo da mistura da aldeia, com Guimarães e com Paris.

Rimo-nos muito nesse Verão. Tenho saudades. Estes dias aleatórios não compensam nem nunca vão compensar por aqueles Verões. Mas eu tenho esperança de se um destes dias lá voltar e finalmente vir de novo o David – que já não vejo desde essa época – vou voltar atrás no tempo e começar a cantar algo deste género, ao som dum tambor da fanfarra: Tai-te a cresceeer um negóucio na tuoa cabeça ó Fatima.… e pensar o quão imaturos éramos e o quanto nos divertíamos e porque raio é que o David está um raio dum gigante com cara de Jacob Black – or so I’m told.

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007: Juro que não vou fazer nenhuma gracinha sobre o James Bond

Chuck Norris… Mas posso fazer sobre o Chuck Norris? É que tenho muitas. Muitas muitas muitas. Escrevo-as nos cartões de aniversário das minhas amigas, digo-as a pessoas que mal conheço e os pobres dos meus pais ouvem-nas dia sim dia sim ao almoço. Algumas já são velhinhas, mas para quem não conhece o melhor sítio para ver milhares delas é mesmo no ChuckNorrisFacts.com. Ou então podem simplesmente saber as minhas favoritas – pfft, como se eu fosse perder a oportunidade de dizer algumas:

  1. O Chuck Norris não tem sangue. Tem magma.
  2. No filme Jurassic Park, o T-Rex não estava a perseguir o jipe. O Chuck Norris é que estava a perseguir o T-Rex. E o jipe.
  3. Quando urina, Chuck Norris pode facilmente perfurar Titânio.
  4. A única vez que Chuck Norris cometeu um erro foi quando pensei que se enganou.
  5. Uma vez, Chuck Norris teve um ataque cardíaco. O coração perdeu.

There’s a lot more where that came from. haha.

… E do Billy Joel, posso? É que se há alguém que merece aparecer num post com o Chuck Norris – e isto só por si é quase blasfémia – é o homem que escreveu We didn’t start the fire. Nunca me canso desta música. A letra é maravilhosamente brilhante. É um conjunto de eventos desde 1949 (quando o Billy Joel nasceu) até 1989 (quando eu nasci a música foi criada).

A word of advice: ouçam a música enquanto seguem a letra, só depois se dêem ao trabalho de ver o video clip.
No fim, como sou simpática, podem-se dirigir a este link para saber quais as referências históricas da música.

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004: Heroes III é épico

heroes3Passo, em média, 4 horas por dia na Internet desde os meus 10/11 anos. Isto em dias maus. Ponham-me sozinha com um computador  um Verão inteiro (*cough*2003*cough*) e eu estou nas nuvens. E mesmo com dial-up ~*~pago à hora~*~ dava saltinhos de 5 minutos à net à procura de histórias de amor das minhas fandoms*, as quais copiava para o word e passava horas a ler. Foi um dos maiores impulsionadores da minha fluência na língua inglesa. Algumas fanfics (histórias de ficção escritas por fans) eram verdadeiros livros. Penso que até cheguei a ler uma da infamous Cassandra Claire que tinha bem mais que 500 páginas.

But anyways, por essas alturas, tinha o meu primo (let’s call him M) adquirido o maravilhoso e antiguinho HeroesIII of Might and Magic. Ora, para quem não conhece, é dos mais viciantes jogos de estratégia alguma vez criados. haha. Nem sei onde é que o M o foi desencantar, só sei é que passamos os dois awesome meses de Verão longe da praia e dos amigos – especialmente porque naquela altura, com 13 anos, eu não tinha amigos, e ele, com 8, não podia ir sair com eles, anyway -.

Hoje o M veio até minha casa estudar e por algum simpático twist do destino, trouxe-me o jogo. Ui que bem que souberam as últimas duas horas. Nós um dois a fazer tag-team contra o orange e o tan – os players do computador. Ainda por cima, quando estavamos a ser muito ~*~old-school~*~ e a jogar pokémon amarelo quando não era a nossa vez no Heroes :O

inorite? We’re EPIC.

*fandoms, para quem não sabe, é, mais ou menos, a junção das palavras fans com o sufixo -dom de, por exemplo, kingdom (reino). E o que quer dizer? – perguntam vocês, silly things. É uma sub-cultura constituida por… fans de alguma coisa. (dah.) Por exemplo, Harry Potter, Final Fantasy, Watchmen, Firefly, Twilight, etc. Basicamente é a sub-cultura de fans ligados por um interesse em comum.

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003: bons velhos tempos

friendsOntem fui a uma festa de uma amiga do secundário. É tão bom recordar os tempos do secundário. Como fiz um ano noutra faculdade antes de vir para a que estou agora, já lá vão 2 anos desde que estamos todos na mesma turma. Para alguns até vão mais, porque só estiveram connosco no 10º ano. Mas as amizades continuam.

É bom saber que algumas coisas nunca mudam. Sentamos-nos no chão a ver fotos antigas, rimo-nos que nem malucos, vemos como estão os nossos antigos amigos – o que é que eles andam a fazer, com quem estão, que profs é que lhes andam a dar cabo do juízo. É tão bom deixar de ser a pessoa trabalhadora e responsável que tenho de ser na faculdade, demasiado séria (se bem que nunca me escapam as piadas geeks e as referências a Star Trek) e demasiado concentrada no que tem de ser feito.

Com eles é diferente. É bom, é confortável. Mesmo com o tempo que se passou, as relações mantêm-se. Já estava com saudades deles. E estava com muitas mais saudades de não ser a pessoa que era no secundário. Senti-me obrigada a crescer desde lá. Fiquei responsável and that sucks.

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