Passei o Domingo e a Segunda-Feira na aldeia onde a minha avó nasceu. Não digo o nome, mas digo-vos isto: Trás-os-Montes é a região mais bonita do país. Todo aquele verde, as gentes, o ar e, acima de tudo, o silêncio fazem com que seja o meu refúgio perfeito. Quais praias desertas, quais ilhas paradisíacas. Trás-os-Montes é que rula!
Passei muitos Verões lá. Dos melhores que já tive. 2 semanas em Julho ou Agosto – especialmente Agosto porque voltam os emigrantes – foram sempre as melhores semanas de todo o ano. Ia com a minha prima J e com o M e era das poucas vezes que tinha liberdade de acordar à 1h da tarde, sair de casa às 2h e voltar às 8h para jantar, só para sair outra vez 30 minutos depois. Não era que fizéssemos muita coisa por lá, mas o pessoal era porreiro – pelo menos os rapazes, porque as raparigas de 15 anos tendem a ser irritadiças quando em contacto «moçoilas» que vêm de fora com palavras esquisitas em inglês e piadas porcas.
Tenho muitas saudades desse tempo. Especialmente quando tinha 14 ou 15 anos. Houve um Verão que foi demais! Estava toda a gente nessas 2 semanas. Conheci primos que nem sabia que tinha, os rapazes andavam todos apaixonados pela J e vinham ter comigo porque ela não queria ninguém – pfft, raio de feminista que ela era na altura -, inventávamos entrevistas hilariantes com o Draco Malfoy ao som do album The Eminem Show e temos prova em vídeo que as alterações de feitio de mim e da J quando estamos na aldeia fazem-nos parecer pedradas 24/7.
E depois dávamos nomes parvos a toda a gente!
- O Fáfá, o Jójó, o Zézé Lulu e o Sésé, ou seja, o Fábio, o Jorge, o Zé Luís e o Sérgio.
- As alfacinhas porque eram um grupo de raparigas insossas que andavam com uma lisboeta (ai, ser adolescente e má. Bons tempos xD).
- Tínhamos o Jájá – que se chamava Tiago, btw -, porque tinha um Jaguar.
- O Bombeiro Bom, que acho que se chamava Luís e acho que nem era bombeiro, só gostava de hang out lá no quartel.
- O marido da Buffy (e vejam bem este nome que é genial) porque o Freddie Prince Junior é casado com a Sarah Michelle Gellar, ou seja, a actriz que fez a serie Buffy a caçadora de vampiros e o rapaz lá da aldeia chamava-se Manfredo, ou seja, Fredo, ou seja, Freddie. Huh? Genial, não é? xD
- E o David. Que pronto, não é um nome parvo, mas ele era muito awesome e tinha um sotaque incrível vindo da mistura da aldeia, com Guimarães e com Paris.
Rimo-nos muito nesse Verão. Tenho saudades. Estes dias aleatórios não compensam nem nunca vão compensar por aqueles Verões. Mas eu tenho esperança de se um destes dias lá voltar e finalmente vir de novo o David – que já não vejo desde essa época – vou voltar atrás no tempo e começar a cantar algo deste género, ao som dum tambor da fanfarra: Tai-te a cresceeer um negóucio na tuoa cabeça ó Fatima.… e pensar o quão imaturos éramos e o quanto nos divertíamos e porque raio é que o David está um raio dum gigante com cara de Jacob Black – or so I’m told.
… Mas posso fazer sobre o Chuck Norris? É que tenho muitas. Muitas muitas muitas. Escrevo-as nos cartões de aniversário das minhas amigas, digo-as a pessoas que mal conheço e os pobres dos meus pais ouvem-nas dia sim dia sim ao almoço. Algumas já são velhinhas, mas para quem não conhece o melhor sítio para ver milhares delas é mesmo no
Passo, em média, 4 horas por dia na Internet desde os meus 10/11 anos. Isto em dias maus. Ponham-me sozinha com um computador um Verão inteiro (*cough*2003*cough*) e eu estou nas nuvens. E mesmo com dial-up ~*~pago à hora~*~ dava saltinhos de 5 minutos à net à procura de histórias de amor das minhas fandoms*, as quais copiava para o word e passava horas a ler. Foi um dos maiores impulsionadores da minha fluência na língua inglesa. Algumas fanfics (histórias de ficção escritas por fans) eram verdadeiros livros. Penso que até cheguei a ler uma da infamous Cassandra Claire que tinha bem mais que 500 páginas.
Ontem fui a uma festa de uma amiga do secundário. É tão bom recordar os tempos do secundário. Como fiz um ano noutra faculdade antes de vir para a que estou agora, já lá vão 2 anos desde que estamos todos na mesma turma. Para alguns até vão mais, porque só estiveram connosco no 10º ano. Mas as amizades continuam.