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087: Gerês

Passei o dia de ontem num dos lugares mais bonitos do nosso país: a serra de Peneda-Gerês. Eu e o P começamos o nosso dia às 8h e a partir daí foi sempre a curtir. Vimos coisas lindíssimas. As cascatas foi mesmo o ponto alto. Sentia-me num lugar parado no tempo e cada vez que olhava à volta só imaginava dinossauros a passear por ali. Escusado será dizer, que eu e o P começamos a cantar o tema do Parque Jurássico minutos depois de chegar! haha

Fomos também à barragem de Vilarinho da Furna, a aldeia inundada pela àgua, e andamos a passear pela serra, meios perdidos durante algum tempo. Encontramos um café com um rapaz demasiado bonito o que, obviamente, irritou muito o P; descobrimos uma romariazinha em S. Bento da Porta Aberta que tinha um bolo da teixeira mesmo crappy; e andamos a explorar os topos das montanhas onde tinha casas abandonadas e gelo e pedregulhos assustadores no topo de penhascos.

Foi um bom dia!

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036: Sozinha

Hoje sinto-me sozinha. A casa está vazia. É a minha última Quinta-Feira em Portugal até Dezembro. Nunca estive fora tanto tempo. 3 meses parecem-me anos ultimamente. A única vez que estive sozinha sem a minha família ou sem os meus amigos foi este Verão na semana da colónia. E mesmo assim tinha a amiga que me convidou para participar. Uma semana a tomar conta de meninos não se compara a 3 meses de estudo noutro país.~ielle

Não sei como vão ser os meus companheiros de quarto. Devemos ser 6 ou 7. E se eu não gostar de nenhum? No facebook, toda a gente da residência parece um party-animal. Raparigas de mini-saia e rapazes completamente bêbados. Eu não sou nem nunca conseguirei ser assim. Não gosto de festas, não gosto de músicas “remix” e não gosto de beber – especialmente com pessoas que mal conheço.

Vou estar cheia de saudades dos meus pais, do M, do meu namorado, da minha família, dos meus amigos, da minha cama! Vou ter mesmo muitas saudades da minha cama de casal, com lençóis fofinhos e comprimento suficiente para eu não ficar com os pés de fora. Vou ter saudades do meu quarto gigantesto – mesmo à estilo de filha única – com os meus DVDs e CDs e livros. Das fotos dos meus amigos e família coladas no guarda-vestidos e das minhas obras-de-arte em papel e crayons espalhadas pelas paredes.

Vou ter saudades de ser desarrumada e de poder dormir até tarde aos fins-de-semana. Vou ter saudades dos assados da minha mãe ao Domingo e da cara de desaprovação do meu pai quando, nos Sábados à tarde, me convida para ir passear ao parque ou à praia e eu digo que não, porque prefiro ficar a jogar computador. Vou ter saudades do M bater à porta do meu quarto, porque nunca aprendeu que eu posso estar a fazer o que quer que seja que ele continua a poder entrar quando quiser.

Vou ter saudades das Sextas-Feiras à noite, quando saímos os 5 a um barzito jogar bilhar e matraquilhos ou ir ao cinema e depois passar duas horas à porta da minha casa a falar e a rir e a acordar todos os vizinhos. Ou de ir ao shopping, sozinha, passear, ver lojas, passar horas na Bertrand e, às vezes, ver um filme. Vou ter mesmo saudades do cinema do MEU shopping. Sim, é meu. É mesmo à beira de minha casa e eu vou aquele cinema mais do que qualquer pessoa que conheça.

Lembro-me de um Verão, com a J, em que, nas duas semanas aborrecidas de Julho antes de irmos para a aldeia, devemos ter visto 10 filmes. Foi no Verão – brilhante, devo acrescentar – em que saiu Tróia, Hidalgo e Van Helsing e nós passamos o resto do ano saciadas de hot men goodness.

Sim. Vou ter saudades disto tudo.
Mas, suponho, também vou ter saudades da minha cidade Erasmus quando voltar. Mas essas saudades parecem muito longínquas e hoje, sinto-me sozinha.

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034: Espinho

Steve_Castle @ FlickrEsta semana eu e o meu grupo de amigos (o P, o D, o H e a S) fomos até Espinho acampar. Não tínhamos grandes expectativas porque estamos mal habituados a parques Orbitur – que, por norma, têm óptimas condições – e desta vez foi um parque municipal. Fico contente por poder dizer que essas expectativas foram superadas em muito. O parque era espectacular! É grandito, em Setembro não tem muita gente, têm alvéolos de 40m2 a 11€ por noite, as casas de banho são porreiritas e as recepcionistas são impecáveis. Muito simpáticas e atenciosas. E ainda por mais um dos empregados do bar – como não havia muita gente no parque – passa o tempo a ver Monty Python no portátil!

Entre muitas coisas, jogamos póker/sobe-e-desce/sueca/peixinho/cames a bebida – ou seja, perdes e bebes um shot das 3 coisas que tínhamos para beber além de àgua (Smirnoff, Vermute Branco e Sumo de Ananás da marca do thumbs up do Jumbo), o que era muito mau para mim que não estou mesmo nada habituada a beber porque não.gosto.de.nada. a não ser Baileys que é docinho -, nadamos muito na piscina (e eu quase me afoguei que a S lembrou-se que queria que eu fosse para a parte dos 2.20m de altura para ela se pôr nos meus ombros o.O e eu feita parva disse que sim. Mulheres!), comemos muitas bolachas de chocolate e ensinei os meus amigos a jogar ao 20questões.

De resto foi um acampamento normal: eu discuti com o P muito muito muito, o D matou uma rã bébé e eu e a S quase que choramos e lhe fizemos um funeralzinho, o P e o D e o H até às 10h da manhã fumam, encontramos um cemitério de cães e fomos para a praia jogar futebol às 10h da noite. Ou seja, nada fora do normal.

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031: It’s the final countdown

Yanvv313 @ FlickrCom os dias em Portugal a escassearem achei que devia me despedir do meu namorado. Vamos passar, more or less, 3 meses longe um do outro e era querido se ele tivesse algo para se lembrar de mim e do que passamos juntos, para além de memórias. Convém dizer, para ficar bem claro, que este tipo de lamechices não fazem parte do meu feitio no dia-a-dia. Não sou daquelas pessoas que quer celebrar o namoro todos os meses (aw. fazemos 1 ano e 3 meses. e agora 3 anos e 7 meses. aw e 45 anos e 11 meses >.<), nem que gosta sequer de Public Displays of Affection. Mas penso que este tipo do demonstrações, longe da vista dos outros, partilhadas pelos dois, fortalecem a relação, quando ela mais precisa.

“Mas, então, o que é que fizeste afinal, Maria?” – Perguntam-me vocês.

Fiz uma promessa a mim mesma, que a cada dia que faltasse, ia dedicar algum tempo a lembrar ao P o porquê de estarmos juntos;,o que nos liga;,o que eu gosto nele e coisas do género. Cada dia tem uma ligação com aquilo que lhe mostro/faço. Ou seja, dia 20 fiz uma lista das 20 coisas que gosto nele. Dia 19 passei uma hora a cortar 18 corações – o 19º era o meu (aw? lol). E hoje, dia 18, ainda não sei bem. Mas alguma coisa vai estar pronta quando formos logo à noite sair.

Já tenho outras ideias: para os dias mais próximos da partida. Coisas mais emotivas. Mas não quero dizer para já. Ele pode vir ao meu PC e ler isto e depois estrago a surpresa! Mas se alguém tiver ideias em mente, pode partilhar – estou completamente aberta a sugestões.

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